Você passa a vida esperando que o outro decida se vem ou não.
Olhando o telefone em busca de uma notificação que não chega.


Aguarda pacientemente que na agenda alheia haja um espaço para uma simples lembrança sua.
Fica parada como uma estátua observando a vida do outro enquanto a própria está estagnada, esperando que em algum momento sua presença seja solicitada.


Lamento te informar, mas o outro não está disponível para você porque está ocupado vivendo da forma que quer e na certeza que você estará sempre lá... esperando.


Já parou para pensar que você mesma com esse movimento, se torna indisponível para sua própria vida?
Olha ao seu redor, quanta coisa boa acontecendo e você aí perdendo.
Quantas pessoas interessantes te olhando enquanto você mesma não se enxerga.
Isso que você sente não é amor
É carência.


E esse sentimento, sensação, emoção te deixa vulnerável e aprisionada em ilusões.
Te sugiro algo nesse momento.
Feche seus olhos agora, respira.
Consegue sentir seu corpo?
Imagine uma pessoa sentada à sua frente, caminhe até ela, é o amor da sua vida.
É você.
Consegue se perceber?
Reflita sobre o que necessita e no que acredita que apenas o outro possa te dar.
Respira...


Agora promete, não para mim e nem para ninguém
Mas para si mesma, que a partir desse momento você vai começar a oferecer todo o amor e disponibilidade para a construção da própria vida.
É assim que nasce o auto amor e o autocuidado.
Não é preciso milagre.


É necessário coragem para romper com o que te machuca e não te nutre.
Vamos, você consegue.
Eu acredito.

Da indisposição para a própria vida.

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